A dor precisa ser caracterizada, não apenas suportada
Quando procurar um neurologista
Crises recorrentes, dor que interfere no trabalho ou no sono, aumento do uso de analgésicos, náusea, sensibilidade à luz ou episódios com aura justificam uma avaliação. A consulta diferencia enxaqueca, cefaleia tensional, cefaleias trigêmino-autonômicas e outras causas.
Como é feita a avaliação
São analisados frequência, duração, intensidade, sintomas associados, fatores desencadeantes, histórico familiar, medicamentos já utilizados e impacto na rotina. Um diário de dor pode tornar esse retrato mais preciso.
Exames de imagem não são necessários em toda cefaleia. A indicação depende do exame neurológico, da idade, do padrão da dor e da presença de sinais de alerta.
Tratamento das crises e prevenção
O plano pode combinar ajustes de rotina, tratamento das crises e prevenção individualizada. Entre as opções preventivas existem medicamentos tradicionais, toxina botulínica em situações específicas e terapias direcionadas ao CGRP, quando indicadas.
O objetivo é reduzir frequência e intensidade, recuperar qualidade de vida e evitar o uso excessivo de analgésicos. A escolha considera outras doenças, planos de gestação, efeitos adversos, acesso e preferências do paciente.
Sinais de alerta
Dor súbita e muito intensa, febre, desmaio, confusão, fraqueza, alteração da fala, trauma ou mudança importante do padrão habitual exigem avaliação urgente em serviço de emergência.
Dúvidas comuns
Enxaqueca tem cura?
A enxaqueca é uma condição neurológica que pode ser controlada. O tratamento busca reduzir a frequência e o impacto das crises e melhorar a autonomia do paciente.
Preciso fazer ressonância?
Nem sempre. O exame é solicitado quando a história, o exame neurológico ou sinais de alerta indicam necessidade de investigação adicional.
Usar analgésico com frequência pode piorar a dor?
Sim. O uso excessivo de medicação para crises pode contribuir para cefaleia mais frequente. A estratégia deve ser revista individualmente.
Quando considerar tratamento preventivo?
A decisão considera frequência, incapacidade, duração das crises, resposta ao tratamento agudo e preferência do paciente — não apenas um número isolado de dias de dor.